domingo, 7 de outubro de 2007

Dia 22 e 23 - Edimburgo

4 e 5 de outubro

Como muito de vocês que estão lendo esse blog, nós mal havíamos ouvido falar de Edimburgo antes de começar a planejar a viagem. E mesmo depois que decidimos incluí-la no roteiro, continuamos sem saber direito como era essa cidade que estávamos prestes a conhecer.

Assim, chegamos sem esperar muito, mas a cidade nos surpreendeu. Edimburgo é fantástica, simplesmente maravilhosa. Vamos tentar explicar por partes:

Edimburgo é a capital da Escócia, "país" que divide a ilha da Bretanha com a Inglaterra e o País de Gales, que juntos (mais a Irlanda do Norte) formam o país de verdade que se chama Reino Unido.


Essa unificação, no entanto, não ocorreu de forma pacífica. Foram anos e anos de batalhas e guerras de independência até a Escócia aceitar fazer parte do Reino Unido. Por isso, Edimburgo só era habitada na parte de dentro da muralha que ficava ao redor do castelo, e assim foi por centenas de anos.

Prédios em Old Town

Essa é a razão pela qual o centro histórico de Edimburgo (chamado Old Town) possui tantos prédios. De acordo com o guia do tour (de graça!!) que fizemos, Edimburgo tem o carinhoso apelido de "Manhattan Medieval". Passear por essas ruas foi incrível, lindo mesmo.

A Royal Mile, rua principal de Old Town

Talvez o principal ponto turístico da cidade seja o Castelo de Edimburgo. Ele foi construído pelos ingleses no século XI para ser um forte de proteção da cidade, muito bem localizado em cima de um morro altíssimo que na verdade é um vulcão inativo.

Castelo de Edimburgo

A Royal Mile, a rua da foto ali de cima, é a rua que conecta o Castelo até o Palácio de Holyroodhouse, a residência oficial da Rainha quando ela vai para a Escócia. Ela tem mais ou menos uma milha, e lá se concentram a maior parte dos prédios históricos de Edimburgo.

É verdade que prédios históricos bonitos existem em vários lugares, mas tantos tão juntos uns dos outros assim como é em Edimburgo é de perder o fôlego.

Catedral de Edimburgo

"The Hub"

O castelo visto lá de cima

Visitamos tudo isso num tour de graça que arrumamos. De graça assim, mais ou menos, já que a gente é meio que obrigado a dar uma gorjeta pro guia no final. Mas valeu a pena pelas histórias que eles nos contou sobre a cidade.

Foram várias: o cachorrinho que visitou o túmulo do dono por 14 anos, a Faculdade de Medicina que pagava 10 libras por cada cadáver roubado do cemitério, e por aí vai. Uma que a gente não sabia é que a JK Rowling (a autora que escreveu os livros do Harry Potter) tirou a idéia da escola de Hogwarts de uma outra que existe de verdade, lá em Edimburgo. O nome não sabemos, mas passamos pelo lugar de onde ela viu a escola e tiramos uma foto. Realmente é parecido com a do filme.

"Hogwarts" lá no fundo

O tour nos mostrou tudo na Old Town, mas a New Town tivemos que descobrir sozinhos. É lá que fica a parte "nova" da cidade, construída depois da anexação da Escócia pelo Reino Unido. Essa parte de Edimburgo é cheia de parques, monumentos e tem uma vista fenomenal pra Old Town.

New Town (foto artística, hahaha)

Parque

Rua na New Town

Old Town vista lá de baixo

Walter Scott Monument

Vale a pena também falar um pouco da nossa impressão sobre o povo escocês. Primeira coisa: o sotaque deles é muito bizarro. Quando eles falam entre si, parece até que estão falando alemão, e não inglês. A comunicação então foi meio difícil, mas tirando isso, todo mundo foi muito simpático e prestativo.

Era legal ver o pessoal tocando gaita de fole e usando as famosas sainhas escocesas, as kilts.

Tio usando uma kilt

Turista posando do lado do gaitista

Loja de produtos típicos escoceses

No final do nosso passeio, fomos para um morro que existe do lado de trás da cidade e subimos até o topo, só pra ter uma vista boa da cidade.

Igrejinha perto do Palácio de Holyroodhouse e o morro

A subida

E a vista

E assim foi Edimburgo, uma agradável surpresa na nossa viagem.


sábado, 6 de outubro de 2007

Dia 21 - Londres

3 de outubro

Acordamos cedo mais uma vez, pegamos o metrô e fomos encontrar a Gabi num lugar chamado City of London (Cidade de Londres, literalmente). Esse bairro tem esse nome porque aqui foi onde tudo começou na Idade Média, ao redor de um antigo castelo, a Torre de Londres (Tower of London):

Tower of London

É, o castelo tá lá até hoje, aberto para visitação ao módico preço de 13,5 libras (quase 60 reais). Preferimos ficar por fora mesmo, e continuamos o passeio. Logo ao lado, fica a Ponte da Torre (Tower Bridge), que atravessa o Tâmisa bem em frente ao castelo. Linda!


Tower Bridge

Visitamos também algumas outras igrejas por ali, mas a mais importante (e também mais impressionante) foi a Catedral de São Paulo (St. Paul's Cathedral). Esse prédio é enorme, gigantesco e maravilhoso. Por causa do tamanho, mal cabia em uma foto. Tentamos, tentamos e tentamos, e isso foi o melhor que conseguimos:

St. Paul's Cathedral, vista por trás

Pela frente

E do outro lado do Tâmisa

Demos mais uma voltinha pela região, passeamos pela famosa galeria de arte moderna Tate Modern, fomos no Teatro de Shakespeare (que infelizmente já estava lotado para essa noite) e pegamos o metrô para Greenwich. É isso mesmo, a cidade do meridiano. O que tem lá? Bom, um parque bonitinho, um museuzinho sobre fuso-horários onde está marcado o meridiano zero e um conjunto de prédios bem legais à beira do Tâmisa.

Nós dois, um em cada Hemisfério

Maritime Greenwich

E pra aproveitar o finalzinho do dia, fomos para o Regent's Park, um dos milhares de parques de Londres que a Gabi falava que era lindo e blá blá blá. A gente tava até achando que parque era uma coisa meio sem graça, mas esse surpreendeu a gente.

Um dos vários jardins floridos do Regent's Park

À noite, fomos pra casa da Gabi e a Mariana, uma menina que mora com ela, fez um macarrão com cogumelos que tava uma maravilha! Vai aí uma foto das duas na porta da casa:

Gabi e Mari

Bom, Londres terminou aí. Achamos a cidade linda, mas o que mais nos impressionou, acima de todos os momumentos, castelos, igrejas e pontos turísticos, foi a beleza da cidade que existe entre esses lugares. Andar na rua era um dos nossos maiores prazeres, e foi principalmente nessas andadas que deu pra gente entender melhor como a cidade funciona e também como ela realmente é.




Dia 20 - Londres

A demora pra escrever esse post é inteiramente relativa a intensidade com a qual temos vivido estes dias. Em 3 dias de Londres, fizemos muita, muita coisa. Já contamos como foi o primeiro, e agora vamo contar (um pouco mais ligeiro, infelizmente) como foram os outros dois.

2 de outubro

Maior cidade da Europa, capital da Inglaterra e do Reino Unido, Londres é a cidade cosmopolita por excelência. No metrô, é difícil escutar gente falando inglês. Vimos muitos japoneses, franceses, italianos, espanhóis, indianos, e também muitos brasileiros. E mesmo com tantos imigrantes assim, a cidade ainda enfrenta uma grande escassez de mão-de-obra. Linhas de metrô são fechadas por falta de pessoal, as filas para os caixas nos supermercados são sempre gigantescas porque não há caixeiros suficientes e por todo lugar vê-se anúncios dizendo "Contrata-se".

Mas como fomos lá só pra passear mesmo, vamos deixar isso pra lá e nos concentrar nos pontos turísticos da cidade. O primeiro lugar que fomos, terça de manhã, foi o Palácio de Buckingham.


Palácio de Buckingham

É, em pleno século XXI, a Inglaterra ainda é uma monarquia. E apesar de não mandar em nada (já que o chefão mesmo é o primeiro-ministro, eleito por votação indireta), a Rainha é um símbolo importantíssimo para esse povo tradicionalista que é o inglês.

E é uma dessas tradições que existem desde séculos que fomos ver no Palácio, a chamada "Troca da Guarda". O negócio é o seguinte: todo dia às 11 e meia da manhã, não importa se chova Xuxa ou Pelé, milhares (e são milhares mesmo) de turistas se aglomeram na parte de fora do Palácio para assistir a uma bandinha do exército tocando enquanto os guardas que protegem o Palácio vão, um a um, deixando seus postos que são logo reocupados pelos substitutos. Na verdade, não tem muita graça, mas é um ritual que faz a gente entender melhor como funciona esse tradicionalismo inglês.

Multidão na frente do Palácio

Bandinha

Depois, fomos pra Trafalgar Square. Essa praça foi construída em homenagem à vitória da armada naval da Inglaterra sobre Napoleão em no Cabo Trafalgar, na Espanha.

Trafalgar Square

Lá, fica a National Gallery, um dos vários museus em Londres que são de graça. Sendo assim, entramos e demos uma voltinha rapidinha só pra ver as pinturas mais famosas, que iam de Da Vinci a Van Gogh. Como não podia tirar foto lá dentro, vai uma do exterior.

National Gallery

Depois, encontramos a Gabi, compramos um casaco, dois guardas-chuva e fomos para Camden Town, um conjunto de ruas e ruelas que formam um grande mercado que vende várias coisinhas legais, nesse estilo meio jovem mesmo. Bem legal o lugar.

Rua em Camden Town

De lá, deixamos a Gabi e fomos para Westminster, o bairro de Londres onde fica o Parlamento (Houses of Parliament) e seu famoso relógio, o Big Ben. Mesmo ainda sendo uma monarquia, Londres foi o primeiro estado-nacional a dividir o poder antes absoluto do rei entre o monarca e uma assembléia legislativa. No entanto, o Parlamento como é hoje só foi construído no século (??), já que um incêndio destruiu o antigo que existia no mesmo local.

Parlamento ao norte do Tâmisa

Uma curiosidade sobre a monarquia parlamentar da Inglaterra: como no Brasil, o parlamento inglês é bicameral. Mas ao invés de uma câmara de deputados e uma de senadores, eles têm a House of Lords (Câmara dos Lords) e a House of Commons (Câmara dos Comuns). Esse sistema foi inventado há muito tempo atrás para garantir que os senhores feudais ingleses continuassem a exercer seu poder em nível nacional e ao mesmo tempo dar espaço para a representação burguesa (ou popular, como queiram) no Parlamento. E incrivelmente, isso funciona do mesmo jeito até hoje: a maioria dos postos na House of Lords são hereditários, e todos da House of Commons são escolhidos através de eleições. E desse modo os Lords ingleses, seus filhos, netos e bisnetos ainda metem seu bedelho na política nacional até hoje.

Big Ben

Umas das várias faixas de protesto penduradas em frente ao Parlamento

A outra grande atração da região é a Abadia de Westminster (Westminster Abbey). Construída no século XI, a abadia foi por muito tempo o local da coroação e do sepultamento dos reis e rainhas ingleses. Do lado dela, fica a Igreja de St. Margaret (St Margaret's Church), que é até hoje o lugar de adoração oficial da House of Commons.

Westminster Abbey

St. Margaret's Church

Andamos mais uns quatro quarteirões e chegamos na Catedral de Westminster (Westminster Cathedral). É uma das poucas igrejas católicas da Inglaterra, que é oficialmente um estado anglicano. O mais interessante dela é o interior sombrio, muito diferente do que estamos acostumados a ver nas igrejas católicas brasileiras.

Westminster Cathedral

Ainda deu tempo de dar uma passeada no Soho e em Chinatown, a famosa zona boêmia de Londres que deu nome ao Soho de Nova York.

Soho/Chinatown

terça-feira, 2 de outubro de 2007

Dia 19 - Londres

1 de outubro

Mês novo, continente novo. Finalmente chegamos na tão esperada Europa, onde ficaremos por um pouco mais de dois meses, rodando e rodando quase sem parar.

Nosso porto de entrada foi Londres, capital da Inglaterra e do Reino Unido.


Exibir mapa ampliado

Nossa chegada aqui foi bem tranquila. Chegamos aqui 7 e meia da manhã, passamos fácil pela imigração apesar da fila gigantesca e fomos para a estação de metrô do aeroporto pegar o trem que nos levaria para o centro.

Tio coçando nariz no metrô

Estaria tudo muito bem se não fosse por um mero detalhe: o sono. Somando duas noites de sono precariamente dormidas (acordando cedo pra ir pro aeroporto em uma e tirando cochilo no avião em outra) com 5 horas de fuso horário a menos, tudo o que queríamos era descansar um pouquinho antes de começar nosso passeio pela cidade.

Sendo assim, fomos direto para o albergue e lá tivemos a agradável surpresa que só poderíamos fazer check-in às 2 da tarde, ou seja, 3 horas depois. E pra piorar ainda tinha uma chuvinha chata que não parava desde quando chegamos na cidade.

Mas claro que levamos na boa. Deixamos nossas bagagens lá, saímos na garoa mesmo pra conhecer a região aqui perto e pegamos um daqueles famosos ônibus londrinos de dois andares, só pra passear mesmo.

Kenington

O famoso

Tivemos sorte, porque o ônibus que pegamos atravessou o Rio Tâmisa e passou por quase todos os pontos turísticos do centro de Londres.

Centro de Londres visto do segundo andar do ônibus

Quando já não aguentávamos mais ficar acordados no ônibus, descemos e fomos para a estação de metrô voltar para o albergue. Quando chegamos, já eram 2 da tarde, então fomos direto pra cama e descansamos até as 6 e pouco.

Acordamos e fomos encontrar a Gabi, colega nossa de faculdade que está trabalhando temporariamente aqui em Londres. Acabamos num bar chamado Walkabout, cheio de brasileiros e com cerveja relativamente barata (uma libra o copão). Foi bom pra botar a conversa em dia e planejar os passeios dos próximos dois dias.

Dentro do bar

Como ainda estávamos cansados, não ficamos muito. Saímos de lá umas 11 horas e, antes de pegar o metrô de volta pro albergue, ainda fomos passear pelo centro e pelo Tâmisa, que diziam ser bem bonito à noite. E estavam certos.

Trafalgar Square

Alguma rua no centro

As famosas "Fish and Chips", prato típico da cidade

London Eye (a roda gigante), o Tâmisa e o Parlamento ao fundo

London Eye, County Hall e Stormtrooper

O Parlamento e o Big Ben

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Dia 18 - JFK

30 de setembro

Bom, não tem muito o que contar sobre esse dia. "Acordamos" (porque praticamente não dormimos) 4 e meia da manhã, andamos três quarteirões sob chuva e pegamos o ônibus pro Aeroporto Internacional de Miami.

Chegamos em Nova York mais ou menos 11 da manhã, e ficamos enrolando até 6:30 da tarde esperando o vôo pra Londres (e que vôo, uma maravilha).

Passamos a noite no avião, e quando acordamos no dia seguinte já estávamos na Europa (continua...).