sexta-feira, 21 de setembro de 2007

Dia 7 - Oaxaca (Continuação)

18 de setembro, à noite

Ao ser recebido pelos astecas em Tenochitlán, Hernan Cortéz percebeu que seu imperador, Moctezuma, tinha hábito de tomar uma mesma bebida escura e quente três vezes por dia. Curioso, Cortés provou essa tal bebida e se apaixonou. Junto com o primeiro navio que levava ouro das novas terras para a Europa, foi também um carregamento do doce utilizado para a fabricação dessa bebida tão curiosa.

O nome do doce? Chocolate. Na verdade, o chocolate era produzido pelos índios pré-colombianos sem a adição de leite, que hoje é regra praticamente no mundo inteiro. Sua região de origem é o vale de Oaxaca, e até hoje a cidade de mesmo nome é conhecida no México como "Capital do Chocolate".

A quantidade de lojas que vendem tal produto nas ruas de Oaxaca é impressionante. É mais do que uma em cada quarteirão. Como não podia deixar de ser, compramos uma caixinha, sabor baunilha (que aliás também foi introduzido aos espanhóis pelos índios mexicanos). O gosto é meio diferente do chocolate ao leite; é um pouco mais granuloso, escuro e amargo, mas não deixa de ser gostoso.

Chocolate oaxaqueño

O chocolate quente de Moctezuma também era, provavelmente, feito sem água. O modo de fabricação é simples: misture barrinhas de chocolate, água quente e bata até formar uma mistura homogênea e espumante. O que nós tomamos estava simplesmente delicioso!

Chocolate quente

O que ficou realmente faltando foi o mezcal, a "tequila" de Oaxaca. Acabou que não deu tempo de procurar uma loja de degustação, e comprar uma garrafa era totalmente fora de mão. Mas como duas mini-garrafinhas já foram mandadas pro Brasil, esse assunto será resolvido mais tarde :)

terça-feira, 18 de setembro de 2007

Dia 7 - Oaxaca

18 de setembro

Hoje escreveremos da cidade de Oaxaca de Juaréz, ou simplesmente Oaxaca (pronuncia-se Oarráca), capital do estado de mesmo nome. Originalmente fundada pelos Zapotecas a mais de 2000 anos, hoje Oaxaca é uma cidade turística bem famosa, tanto pelas ruas e prédios históricos bem preservados quanto pelas ruínas (que dizem ser incríveis) que ficam a 30 minutos da cidade.

Chegamos aqui às 4 da tarde, exaustos, depois de quase cinco horas de viagem numa estradinha sinuosa, com cheia de curvas, subidas e descidas suficientes para deixar-nos enjoados pelo resto do dia. Mas como dia parado é dia perdido, ainda demos uma voltinha pelo centro da cidade.

Rua no centro histórico

A infraestrutura turística desse cidade também impressionou. São várias placas em inglês, cafés e restaurantes chiques, e isso até agora tem sido raridade nas cidades que já visitamos. Também há muito artesanato e produtos típicos da região a venda, justamente por causa do número de turistas (principalmente estrangeiros).

Venda de quadros numa pracinha

Andamos até a Igreja de Santo Domingo, que é impressionante pelo tamanho e pelo nível de detalhamento e pela magnitude da construção.

Igreja de Santo Domingo

Bom, por hoje foi isso. À noite, ainda vamos provar duas das bebidas típicas da cidade, o chocolate quente estilo oaxaqueño e o mezcal. Mais explicação amanhã ou quando der, junto com o relato de como foi a visita às ruínas de Monte Albán. Abraços!!

Dia 6 - Cholula

17 de setembro

Cholula é uma cidade pequena, com 90 mil habitantes, que fica a meia hora de Puebla. Para chegar lá, pegamos um ônibus a quarto quarteirões do hotel e fomos até a rodoviária, para depois pegar outro que nos deixou a 5 quarteirões do zócalo dessa cidadezinha.

Mas o quê há em Cholula que faz valer a pena tanto deslocamento? Bom, além de uma pracinha e algumas igrejas, fica em Cholula a segunda maior pirâmide do mundo, que só perde em altura para a pirâmide de Queóps no Egito.


Barraquinha. Pirâmide Tenepea e Santuário de Nossa Senhora dos Remédios

É, eu sei que parece piada, mas a pirâmide realmente está aí, embaixo da montanha. Ou melhor, ela é a montanha. O que aconteceu foi o seguinte: Cholula já foi ocupada por vários povos pré-colombianos em épocas diferentes. Cada um desses povos foi dando sua contribuição para o crescimento da pirâmide que, na verdade, não é apenas uma, mas três, uma em cima da outra. Um modelo exibido no museu em frente ao "morro" ajuda a entender melhor como essa estrutura realmente é, por baixo da vegetação:



E a igrejinha lá em cima? Bom, quando Cortéz chegou em Cholula pela primeira vez, apenas uma quarta pirâmide estava exposta, bem no topo do "morro". Seguindo seu hobby de destruir templos e construir igrejas usando as mesmas pedras, o comandante espanhol demoliu essa quarta pirâmide e ergueu o Santuário de Nossa Senhora dos Remédios, essa igrejinha que está aí em cima hoje. Mas tudo indica que ele nunca soube da existência das outras pirâmides por baixo, que acabaram assim preservadas até hoje.

Apenas em 1930 arqueólogos mexicanos fizeram as primeiras excavações, e desde então o trabalho não terminou devido ao tamanho colossal dessa pirâmide, chamada Teneapa. Hoje, existem dois sítios arqueológicos diferentes no local, um composto por túneis no estilo Indiana Jones e outro a céu aberto. Nós, claro, fomos nos dois.

Túnel por dentro da pirâmide

Altares escavados ao sul da Pirâmide Tenepea

A outra principal atração da cidade são as igrejas. Como punição à aliança entre os cholutecas e o astecas, Cortéz ordenou a construção de 365 igrejas, uma para cada dia do ano. Embora a promessa não chegou nem perto de ser cumprida, as 37 igrejas hoje existentes já dão uma mostra da obsessão dos espanhóis em impressionar os indígenas com essas obras.

Obviamente, não fomos em todas. Mas vimos algumas bem bonitas:


Banda tocando em frente ao Santuário de Nossa Senhora dos Remédios


Igreja de São Pedro


Templo de San Gabriel

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Dia 5 - Puebla

16 de setembro

Hoje acordamos relativamente cedo (7 e meia da manhã), fizemos check-out do hostel e fomos para a Estação de Ônibus do Oriente, uma das várias que existem na Cidade do México. De lá, pegamos um ônibus para Puebla, uma cidade de 1,3 milhões de habitantes que fica a 2h da capital.

Puebla é uma cidade diferente do que tínhamos visto até agora, porque ela não existia antes dos espanhóis chegarem. Na verdade, ela foi criada em 1531 por renascentistas vindos da Espanha para ser um centro cultural, cheio de igrejas e escolas para ensinar a fé católica para os índios que já habitavam as cidades próximas. Por isso, aqui não há ruínas ou nada que relembre as construções pré-colombianas, mas sim um centro histórico tão rico e bem conservado que é considerado Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO. Como hoje é domingo, tem uma feira gigante ao redor das ruas do centro.

Prédios históricos de Puebla

Nosso hotel fica a apenas 3 quadras do zócalo de Puebla. É um hotel bem simples, mas ao mesmo tempo limpo e confortável. E a melhor parte é que é bem barato: um quarto com duas camas, TV e banheiro acabou ficando mais barato do que o quarto e banheiro comunitário da Cidade do México. O local é mais ou menos assim:

Saguão de entrada



Sim, isso é uma suite :D

Deixamos as malas no quarto e fomos passear. No zócalo fica a Catedral de Puebla, um prédio enorme e imponente, construído com o trabalho dos índios sob comando dos espanhóis.

Catedral

Daí, começamos a andar. Passamos por várias ruelas bem bonitas e enfeitadas, por dezenas de prédios históricos estilo renascentista, por centenas de praças e por milhares de igreja. A quantidade é realmente impressionante. Vai aí algumas fotos:



Feira na rua

Capela do Rosário, toda feita de ouro 22 quilates

Igreja e placa indicativa

Pessoal descansando no "Barrio de los artistas"
Igreja franciscana

Fomos também em dois lugares em especial. O primeiro foi o Museu Aquiles Serdan. Esse lugar foi o palco de um confronto que marcou o início da revolução mexicana em 1910. Não vamos contar toda a história como foi (também porque ainda não entendemos tudo direito, hehe), mas nessa casa morava uma família que foi a idealizadora de tudo, e o exército acabou invadindo e matando todos durante uma das reuniões do partido revolucionário. Dá até pra ver as marcas de bala nas paredes e nos móveis expostos. Como era proibido tirar foto de dentro das salas, vai uma foto do saguão, que parecia uma daquelas casas espanholas antigas do filme do Zorro.

Museu Aquiles Serdan

Depois, fomos ao Ex-convento de Santa Mônica. A história desse lugar é incrível. No final do seculo XIX, foram criadas no Mexico as Leis da Reforma, que separavam governo e religiao e tinham como objetivo diminuir o poder e a influencia da Igreja Catolica. De acordo com essas leis, ficava proibida a existencia de monges e freiras reclusos, o que determinaria o fechamento do convento de Santa Monica.

Para continuar com seu convento funcionando, as freiras fecharam todas as entradas principais e fizeram uma série de passagens secretas que levavam do convento para fora, vivendo ali em segredo por 77 anos, totalmente trancafiadas. A maioria das obras lá existentes foram criadas por elas durante esse tempo de clausura, e o sofrimento e flagelo pelo qual elas passavam é o tema principal de quase todas elas. Deu arrepio, sinceramente.

Passagem secreta numa sala de oração


"Peso enorme levamos, são as culpas do povo que carregamos"


Vamos ficar em Puebla ainda mais uma noite, já que aqui fica a apenas 30 minutos de Cholula, a cidade que visitaremos amanhã. Abraços!

Dia 4 - Estádio Asteca, Xochimilco e Museu de Antropologia

15 de setembro

Nosso último dia de Cidade do México não começou muito bem. Primeiro, aprendemos a não confiar 100% nas informações do guia, que dizia que o Estádio Asteca (aquele mesmo em que o Brasil ganhou a Copa de 70) abria pra visitações de sexta a domingo. Depois de ir até o ponto final do metrô e de 8 estações no trem ligeiro, acabamos barrados na porta do Estádio, e nem depois de muito choro o guarda nos deixou entrar.


Estádio Asteca, infelizmente visto por fora


Segundo, aprendemos a (realmente) não confiar no guia. Voltamos para o trem ligeiro e continuamos nos afastando do centro da cidade, mais 7 estações, até chegar num lugar chamado Xochimilco. Lá existem uma série de canais que foram construídos pelos astecas para irrigar suas plantações. Hoje em dia, porém, sua função é apenas turística: barquinhos chamados trajineras levam os turistas através dos canais num passeio que dura 1 hora.

Parece legal, mas não é. Quando você chega com cara de gringo no local, dezenas de trajinereros voam pra cima, tentando te atrair para o passeio deles que supostamente é melhor do que o dos outros (apesar de os canais serem os mesmos). Além disso, o preço que nos foi cobrado era mais do que o dobro do tabelado, que estava estampado em várias placas no local (que inclusive estampavam um "Não se deixe enganar" gigantesco). Quando desistimos, um mexicano desesperado saiu correndo atrás da gente por quase 5 quarteirões só pra dizer que agora ele faria o passeio pelo preço exibido nas placas. Mas aí já tinhamos perdido a vontade, e apenas caminhamos de volta para a estação de trem ligeiro.

De lá, fomos para o metrô e paramos na estação de Chapultepec, aonde visitamos aquela que seria a grande surpresa do dia: o Museu de Antropologia. De acordo com o guia (que já havia falhado duas vezes só neste dia), o museu requer dias de visitações, e é tão completo e extenso que tem pessoas que viajam para a Cidade do México só para conhecê-lo. Ele fica dentro de um parque chamado Bosque de Chapultepec, que é o maior bosque urbano das Américas. O mais antigo também, já que foi criado por Moctezuma, o último imperador asteca, como área recreativa para a população de Tenochtitlán.


Entrada do Museu de Antropologia no Bosque de Chapultepec

Sinceramente, não estávamos botando muita fé, porque museu costuma ser chato e tudo. Mas o Museu de Antropologia quebrou todas nossas expectativas. As primeiras salas eram dedicadas à evolução do homem, desde macaco até ocupar todos os continentes. Tudo muito bem ilustrado através de maquetes e peças arqueológicas raras (como o esqueleto do australopiteco Lucy) acompanhadas de textos e gráficos bem explicativos.

Maquete de australopitecos caçando


Povo que atravessou o Estreito de Bering

Índios pré-colombianos caçando mamute


Depois, havia uma sala para cada uma das culturas pré-colombianas existentes no México. Não deu pra ver tudo de cada, muito menos pra ir em todas. O lugar é realmente gigante. Mas tá aí alguns exemplos do que vimos:

Recriação da fachada do Palácio de Quetzacoátl, em Teotihuacán


Pedra do Sol ou Calendário Asteca, encontrada nas ruínas do Templo Maior da Cidade do México em 1970
Recriação do que seria o mercado de Tlatelolco antes dos espanhóis chegarem
Cabeça gigante olmeca

E isso foi só o andar de baixo. No de cima, maquetes, bonecos, fotos e artesanato proveniente de todas as regiões do México ilustravam a diversidade cultural existente nesse país. Tudo muito lindo, mas foi também muito corrido.

Casa rural típica da região de Oaxaca, sul do México


Acabamos enxotados pelos guardas às 7 da tarde, horário de fechamento do museu. Mas que valeu a pena, valeu.


Para terminar o dia, vimos de camarote a queima de fogos do Dia da Independência. Todo ano, é comemorado nas praças centrais das cidades do México o dia e hora em que Miguel Hidalgo declarou a guerra contra a Espanha pela indepdendência, que foi às 11 da noite do dia 15 de setembro de 1810. E o nosso quarto estava virado diretamente para o zócalo, e as camas ficavam bem do lado da janela. Foi uma surpresa bastante agradável, temos que admitir :)

Queima de fogos no zócalo

domingo, 16 de setembro de 2007

Dia 3 - Tlatelolco, Teotihuacán e Villa Guadalupe

14 de setembro

Depois de mais de 10 horas de sono (finalmente!! hehe) saímos para o nosso segundo dia de Cidade do México. Na nossa ida de metrô para a Estação de Ônibus do Norte, onde pegaríamos nosso ônibus para Teotihuacán (o sítio arqueológico mais famoso de todo o México), resolvemos descer na estação de Tlatelolco.

Tlatelolco é uma cidade (ou bairro, ainda não entendemos direito como isso funciona aqui no México) famosa por dois motivos. Primeiro, porque foi o último reduto da resistência asteca a cair nas mãos de Hernán Cortéz. Segundo, porque foi palco de uma sangrenta chacina de estudantes que lá protestavam em 1968.

O nome da praça principal do lugar é emblemático: Praça das Três Culturas. Quais três? A índia (representada pelo Templo Maior dos Toltecas), a colonial (Igreja de Santiago) e a contemporânea (os vários arranha-céus e conjuntos habitacionais que se encontram no local).

Praça das Três Culturas de Tlatelolco

Aqui também a Igreja foi construída com pedras retiradas do templo. Preste atenção nos tijolinhos.

Igreja de Santiago

No local, uma placa dava uma interpretação interessante sobre a queda de Tlateloco:



De lá, fomos para a estação de ônibus e tomamos o que levava a Teotihuacán. A história desse lugar é o seguinte: Uma civilização que ninguém ainda sabe direito qual foi chegou nesse vale e fundou a cidade. Lá, construíram vários templos, um maior que o outro, e foram na época (uns 200 anos antes de Cristo) a sexta maior cidade do mundo inteiro. Mas também não se sabe porque, esse povo entrou em decadência e o lugar acabou deserto. Quando os astecas encontraram um lugar desses, cheio de pirâmides gigantescas e deserto, acabaram concluindo que foram os deuses que as construíram. E que os esqueletos encontrados ao longo da rua principal (Rua dos Mortos) seriam homens que se tornaram deuses por terem vivido em um lugar desses. Daí vem o nome Teotihuacán (em Nahuátl, a língua asteca, significa "Lugar onde os homens viram deuses").

Esse lugar é absolutamente incrível. Valia sozinho por toda a viagem.

Pirâmide do Sol

Calle de los Muertos e Pirâmide da Lua no fundo

Vendedores

Calle de los Muertos, templos e Pirâmide do Sol vistas do topo da Pirâmide da Lua

O último passeio do dia foi na Villa Guadalupe, lugar onde San Juán Diego (sim, hoje ele já virou santo) teve a visão daquela que seria a mais cultuada figura em todo o México: Nossa Senhora de Guadalupe. Hoje, existem duas basílicas: a antiga e a nova.

Catedral Nova, Catedral Velha e Convento

Na basílica nova, onde o Papa João Paulo II celebrou a missa de canonização do tal Santo, está exposta uma capa que supostamente foi entregue a ele por Nossa Senhora. Um conjunto de quatro esteiras rolantes postas atrás do altar principal facilitam a visão da capa. Tá ela aí ó:


Capa da Virgem de Guadalupe

Dia 2 - Zócalo e Coyoacán

13 de setembro

Depois de uma noite de sono não tão boa (quarto estilo dormitório, dois poloneses chegando tarde, acordando cedo e acedendo luzes a noite toda), fomos passear direito pelos principais pontos turístiscos do Zócalo. Entramos na Catedral Metropolitana e depois fizemos um tour pelo campanário. Ao todo, são 35 sinos (um deles é o maior e mais pesado de toda a América, quase 14 toneladas) e a vista para a praça é linda.


Zócalo visto do campanário da Catedral Metropolitana

O passeio seguinte foi no Templo Maior, do lado da Catedral. O templo foi construído em várias etapas, à medida em que Tenotchitlán foi crescendo. Ao ver as escadarias (ou o que restou delas) dá pra perceber isso direitinho.


Escadarias do Templo Maior

Lá foi encontrado um dos maiores tesouros arqueológicos de todo o México, a pedra de Coyolxauhqui. A história é esquisita, e é mais ou menos assim: a deusa Coatlicue estava varrendo o topo do templo quando encontrou uma bola de penas. Daí, quando percebeu, acabou ficando grávida. Com inveja do novo filho que ia nascer, Malinalxochitl fez um plano para matar a mãe. Mas o bebê, chamado Huitzilopochtli, disse para a mãe não se preocupar que ele iria dar um jeito na irmã antes que isso acontecesse. Para isso, ele já nasceu adulto e jogou a irmã de cima de um morro, e ela acabou toda despedaçada lá embaixo. É o corpo desmembrado de Malinalxochitl que está retratado na pedra, basta usar a imaginação.

Pedra de Coyolxauhqui

Do zócalo, fomos a uma cidade (ou bairro, sei lá) que se chama Coyoacán. De metrô, claro, que é muito fácil de usar e bem rápido. Numa das mudanças de estações, uma surpresa: uma ruína asteca encontrada durante as obras para a construção das pistas na década de 60.

Templo asteca ao lado dos corredores do metrô

Em Coyoacán é um bairro bonito, com barzinhos legais e casas e prédios bem cuidados. É como se fosse o Santa Tereza de BH. Nosso primeiro destino foi o Museu Casa de León Trotsky, que morreu no seu exílio na Cidade do México assassinado com golpe de picareta por um comunista simpatizante de Stálin. Acabou que não deu pra entrar, pois chegamos às 17:03 e a casa só ficava aberta até as 17:00... É, vivendo e aprendendo.

Depois fomos para o Museu de Frida Kahlo, uma pintora impressionista bem famosa no México. Foi outra decepção, pois não mostrava nada mais do que a casa dela como era na época da sua morte. Realmente devia ser uma casa bem interessante, mas não valeu o deslocamento.

Uma surpresa agradável foi a Praça Hidalgo. Tudo verdinho, vendedores ambulantes, uma igreja bonita. Tirando a bandeira do México no coreto, parecia até uma cidade do interior do Brasil.

Plaza Hidalgo

Voltando para o centro, passamos pela Alameda Central e o Palácio de Belas Artes. O Palácio é lindo, uma construção bem moderna e imponente.

Palacio de Bellas Artes


Por último, subimos na Torre Latinoamericana, o maior prédio da América Latina. A entrada foi salgada (50 pesos por pessoa, cerca de 10 reais), mas a vista lá de cima é realmente impressionante. Pena que a foto não faz o mínimo jus ao que realmente foi.

Zócalo visto do topo da Torre Latinoamericana